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Esta é minha homenagem a todos os gays e lésbicas que foram heróis entre nós e que deixaram uma lição de vida para todos: que o sentido da vida é procurar o amor, não importa com que parceiro; o que importa é ser feliz!

Estou escrevendo esse post com lágrimas nos olhos e coração partido, perguntando ao Ser Supremo por quê que muitos nascem para, além do sofrimento que a vida nos trás, serem mais humilhados e até assassinados por sua condição sexual. Pergunto até quando irá essa maldade dos seres humanos heteros?

Enquanto eu viver, lutarei com todas as minhas forças contra o preconceito, ódio e homofobia daqueles que se dizem “normais”!!!


Matthew Sherpard


Em 18 de outubro de 1998, muito antes de Brokeback Mountain mostrar as belezas do estado americano de Wyoming; um jovem homossexual foi brutalmente assassinado. Na cidade de Laramie, dois ciclistas encontraram Matthew Sheppard, 21 anos, coberto de sangue e agonizando preso a uma cerca de madeira. “Pensei que era um espantalho”, afirmou um dos rapazes. Sheppard era calouro de ciências políticas na Universidade de Wyoming.

Pouco antes de ir ao bar que freqüentava, e onde foi vítima da emboscada, Matthew havia participado de um grupo de estudantes homossexuais da sua universidade. Fazia pouco tempo que tinha assumido para seus pais que era gay. Ele telefonou para eles na Arábia Saudita, onde moravam, e contou. Sua mãe afirmou em entrevista, após sua morte, que já sabia e que perguntou porque ele não havia contado antes.

Os assassinos de Matthew: Russell Arthur Henderson e Aaron James Mckinney.

Foi então seqüestrado, espancado, esfaqueado e teve o rosto desconfigurado e diversos ossos fraturados. Ainda foi roubado, para despistar a intenção de tudo aquilo. Com o cabo de uma arma, os agressores afundaram seu crânio em quase 5 centímetros. O motivo do crime: Sheppard era homossexual! Socos, chutes e coronhadas de pistola, para ficar ali até morrer. Não fosse suficiente, Matt ainda teve de agüentar vivo dezoito horas preso e abandonado naquele local até ser encontrado por dois ciclistas e depois uma policial que, horrorizada, tentou ajudá-lo.

A cerca na qual Matthew foi amarrado, espancado e deixado para morrer numa noite fria, há 1.600 metros de sua cidade.

Inconsciente, com fraturas múltiplas, inclusive no crânio, ele chegou ao hospital em coma e cinco dias depois faleceu. Um ano depois são recontados os eventos, depois da condenação dos dois responsáveis por este ato de ódio totalmente inexplicável, que motivou o assassinato. Judy e Dennis Shepard, os pais de Matthew, apesar de satisfeitos com a condenação dos assassinos, descobriram que a fase do julgamento, que determinava a sentença, foi a mais difícil. No início queriam pedir a pena de morte para os assassinos de seu filho, mas Judy reconsiderou. Como eles entraram em conflito com a decisão deles, decidiram reexaminar a vida do filho e redescobriram sua personalidade e sua luta para que sua homossexualidade fosse aceita como parte natural do seu ser e, acima de tudo, a generosidade que tinha com os outros. Para aqueles assassinos, Matthew só tinha um “pecado”: ser homosssexual!

TRADUÇÃO DA MÚSICA: HE WAS A FRIEND OF MINE

Tema do filme: Projeto Laramie!


Ele era um amigo meu
Ele era um amigo meu
Agora toda vez que
eu penso nele
Senhor, eu apenas
não paro de chorar
Porque ele era um
amigo meu

Ele morreu na estrada
Ele morreu na estrada
Ele nunca teve dinheiro
suficiente
Para pagar seu quarto ou a
comida
E ele era um amigo meu
Eu roubei e chorei
Eu roubei e chorei
Porque eu nunca
tive muito dinheiro
E eu nunca estive
totalmente satisfeito
E ele era um amigo meu

Ele nunca fez algo errado
Ele nunca fez algo errado
À mil milhas de casa
E ele nunca prejudicou
alguém
E ele era um amigo meu

Ele era um amigo meu
Ele era um amigo meu
Toda vez que eu escuto o
nome dele
Senhor, eu
apenas não paro de chorar
Porque ele era um
amigo meu

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ALEXANDRE IVO

Jovem, inteligente, bem humorado, amoroso e de estilo próprio. Estas são algumas das características destacadas por aqueles que conheciam Alexandre Ivo, garoto de São Gonçalo (RJ) brutalmente assassinado em junho de 2010, aos 14 anos, vítima de preconceito homofóbico. Angélica Ivo, sua mãe, espera e luta há mais de um ano pela punição dos responsáveis pelo crime que, segundo ela, “teve todos os requintes de crueldade possíveis”.

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Escrevam aqui [no comentário] os nomes daqueles que vocês querem homenagear e deixe uma frase, poesia… o que seu coração quis falar, mas não houve tempo de dize-lo(a)!

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Apesar de não ser mais adepta de religião alguma, creio que esta mensagem do padre Luis Corrêa Lima tem tudo a vêr com as mensagens deste blog. Tenho que reconhecer que (a partir de agora) os padres estão demonstrando uma mentalidade mais evoluida – religiosamente falando – do que os chamados “pastores de ovelhas”. Talvez seja pelo simples motivo que o padre considera seus fiéis como seres humanos, enquanto que os “pastores” têm olhado para os seus como “ovelhas”; as quais só entendem a “linguagem do cajado”!

Carta de um padre aos pais que têm filhos com orientação homossexual!


Prezados pais,

Os seus filhos são um presente de Deus criador a vocês e à humanidade, assim como a vida de todo ser humano. E vocês são para eles um instrumento da Providência divina, para que tenham vida, afeto, educação e valores.

Nós chamamos a Deus de ‘Pai’, conforme a nossa tradição judaico-cristã. Usamos a nossa linguagem e experiência humanas para nos dirigirmos a alguém que ultrapassa os limites do mundo e da nossa vivência. Também reconhecemos nele os traços da ternura materna. A experiência do amor incondicional, que os pais proporcionam, é fundamental para o despertar da fé e para uma sadia relação com Deus.

Ter filhos homossexuais lhes remete à complexa realidade da diversidade sexual. Ao longo da história e em diferentes culturas, esta questão foi tratada de vários modos.

A nossa tradição de séculos longínquos e recentes já considerou a relação entre pessoas do mesmo sexo uma abominação e uma séria doença, impondo um pesado fardo a gays e lésbicas. No entanto, há mudanças que não podem ser negligenciadas, como a evolução dos direitos humanos, a superação da leitura da Bíblia ao pé da letra e, nos anos 1990, a supressão da homossexualidade da lista de doenças da Organização Mundial de Saúde. Trata-se de uma condição, e não de opção, que alguns carregam por toda a vida.

A sociedade e as famílias estão por aprender uma nova maneira de lidar com a homoafetividade; a Igreja Católica, que é parte da sociedade, também. Ao se falar da Igreja, freqüentemente se pensa em proibições e condenações. Este não é um ponto de partida adequado.

A Igreja ensina que ninguém é um mero homo ou heterossexual, mas antes de tudo um ser humano, criatura de Deus e, pela graça divina, filho Seu e destinado à vida eterna. E acrescenta que os homossexuais devem ser tratados com respeito e delicadeza. Deve-se evitar para com eles toda forma de discriminação injusta.

No nível local, há mudanças importantes acontecendo na Igreja. Em 1997, os bispos católicos norte-americanos escreveram uma bela carta pastoral aos pais dos homossexuais. O título é: Always our children (Sempre Nossos Filhos). Segundo eles, Deus não ama menos uma pessoa por ela ser gay ou lésbica. A Aids não é castigo divino. Deus é muito mais poderoso, mais compassivo e, se for preciso, mais capaz de perdoar do que qualquer pessoa neste mundo. Os bispos exortam os pais a amarem a si mesmos e a não se culparem pela orientação sexual dos filhos, nem por suas escolhas. Os pais de homossexuais não são obrigados a encaminhar seus filhos a terapias de reversão para torná-los heteros. Os pais são encorajados, sim, a lhes demonstrar amor incondicional. E dependendo da situação dos filhos, observam os bispos, o apoio da família é ainda mais necessário.

Prezados pais, os seus filhos serão sempre seus filhos. Vocês não fracassaram e nem erraram por causa da orientação sexual deles. O estigma de infâmia e de doença ligado à homossexualidade precisa ser vencido. A aceitação da condição de seus filhos torna a vida de ambos muito melhor e mais feliz. Esta tarefa não é fácil, mas também não é impossível. A prova disso é o depoimento de tantos pais que já o conseguiram, ainda que tenham levado alguns anos.

A confiança no bom Deus, fonte de todo o bem e do amor incondicional, há de tornar este caminho mais suave e exitoso.

Cordialmente,

Pe. Luís Corrêa Lima, S.J

C.f.: www.amai-vos.com.br

Fonte: http://www.clfc.puc-rio.br/artigo_fc13.html

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