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Archive for the ‘OS EVANGÉLICOS E A PRÁTICA DO SEXO!’ Category

Se existe algo que costuma trazer problemas para os religiosos em geral é o sexo. Desde as questões mais básicas como o sexo pré-marital, passando pela discussão acerca da homossexualidade, certamente esse é um assunto com o qual eles não lidam bem.

Já sabemos que o sexo é a maior força propulsora que existe no comportamento humano. Isso não é segredo. Apesar disso, as religiões fundamentalistas vêm tentando, sem sucesso, frear esse impulso, faz muito, mas muuuuito tempo.

Eu mesmo fui educado em um famoso e tradicional colégio católico do Rio de Janeiro e nas obrigatórias aulas de religião, nos ensinavam que a masturbação era um pecado e que nossas necessidades fisiológicas, deveriam ser supridas em nossos sonhos. Mesmo quando ainda acreditava em deus, sempre respondi que se, Ele de fato, quisesse que não nos masturbássemos, deveria nos ter feito com os braços curtos.

Assim como é tolice reprimir jovens com hormônios e imaginação de sobra, é inútil fazê-lo com adultos. As armas sempre foram as mesmas: medo e culpa. “Deus não acha isso correto”, “Sexo fora do casamento é pecado”, “sexo é o caminho mais curto para o inferno”.

As mulheres então, sofrem muito com essa bobagem. Afinal, a Bíblia foi escrita por homens; e aí entendam que não estou falando de teologia, mas sim de pessoas com pênis, que, como não poderia deixar de ser, espertamente, fizeram valer seus interesses.

Isso é indiscutível ao olharmos para a história. A religião, em seu maniqueísmo rotineiro, sempre reservou para as mulheres, punições graves quando exerciam sua sexualidade. Na idade do bronze, eram vistas como um liquidificador ou um aspirador de pó. Meros apetrechos domésticos, cuja funções únicas eram a de reproduzir e de dar prazer ao homem, podendo inclusive, em algumas ocasiões, serem até negociadas.

A Bíblia não deixa dúvidas por exemplo, que você pode vender sua filha como escrava sexual, como é ensinado em êxodo 21, 7-11. Ou então que, no caso de se descobrir na noite de núpcias que a mesma não é mais virgem, adotar o procedimento de  levá-la  até a soleira da porta de seu pai e apedrejá-la até a morte (Deuteronômio 22, 13-21). Convenhamos que se repetíssemos esse comportamento hoje iriam faltar pedras, não é verdade?

Na idade média, qualquer demonstração de sensualidade feminina era logo associada a bruxaria, o que era mais do que suficiente para  um encontro com a tortura e a tradicional  fogueira, já que o sexo e o prazer sempre foram relacionados ao diabo. E ainda hoje não é diferente em certas igrejas evangélicas ao pensarem que a sensualidade na mulher evangélica é obra do espírito de pomba-gira.

Essa repressão toda só agrava as coisas. Veja o ridículo que é por exemplo, a prática comezinha existente em algumas igrejas evangélicas, que é o ato adotado por algumas meninas, que em sua patética insegurança, resolvem “viver em santidade”.

Para quem não sabe, isso nada mais é do que, após o fato de ter “dado mais que chuchu na serra”, começar a tratar a culpa que lhe é impingida pela sociedade machista em que vivemos, com castidade, ao invés de terapia. Veja bem, não estamos tratando aqui de mulheres que são virgens, mas sim mulheres que muitas vezes, já tiveram inúmeros namorados, foram casadas e tem filhos. É como se um hímen fosse magicamente criado com um mergulho em uma piscina Tone. Parece que a noção de ridículo dessas pessoas não tem limite.

Mas vamos considerar algumas estatísticas que demonstram, sem sombra de dúvidas, a ineficácia e o mal que tal prática de refreamento à sexualidade através de fascismo psicológico gera à sexualidade e mesmo à sociedade em geral.

Claro que aqui no Brasil, não há sequer o interesse, de se amealharem informações pertinentes à influência da religião e do dogma na sociedade, mas vamos ficar com as conseguidas nos EUA. Considere primeiro que, dificilmente esses dados não se agravam no Brasil, país que de forma cristalina, possui níveis de educação e saúde pública bem inferiores aos existentes na América do Norte.

Considere também que, no congresso americano, assim como no nosso, existem atuantes e radicais bancadas religiosas. Dito isso, peguemos como exemplo, o papilovírus humano, o conhecido HPV. Nos EUA ela é DST mais comum e infecta mais da metade da população americana, causando a morte de quase 5 mil mulheres a cada ano, de câncer cervical. O Centro de controle de doenças – CDC, estima em 200.000,00 mil mortes anuais ao redor do mundo por conta dessa doença. Hoje já existe uma vacina que gera imunidade em praticamente 100% dos casos. No entanto, os conservadores evangélicos cristãos americanos, impedem politicamente, uma campanha de vacinação em massa, porque acreditam que isso, por via indireta, proporcionaria um incentivo ao sexo pré-marital. Sério…dá para ser mais egoísta e burro do que isso?

Claro que se você deseja incentivar seus filhos adolescentes a não praticar sexo, está tudo bem para mim e boa sorte com isso, mas só dizer que é ruim ou que deus acha errado, sem oferecer educação adequada sobre o assunto, só piora as coisas. E sabe porquê? Porque os jovens que só recebem anacrônicas lições de moral a respeito de sexo, lhes cobrando abstinência, fazem tanto sexo quanto os que não recebem e possuem muito maior probabilidade de contraírem uma DST. Isso é fato, é número.

Esse mesmo estudo perpetuado nos EUA, concluiu que as “promessas de virgindade”, adiam, em média, o ato sexual por 18 meses, e, nesse período, as adolescentes “virgens”, tem mais possibilidade de contrair doenças sexualmente transmissíveis que as demais, porque inevitavelmente praticam, nesse período, sexo oral e anal.

As igrejas cristãs insistem em dominar e oprimir seus fiéis com versículos como:

“Fugi da impureza. Qualquer outro pecado que uma pessoa cometer é fora do corpo; mas aquele que pratica a imoralidade peca contra o próprio corpo.” […] “Mas, por causa da impureza, cada um tenha a sua própria esposa, e cada uma, o seu próprio marido.” [I Coríntios 6.18; 7.2]

“O casamento deve ser honrado por todos; o leito conjugal, conservado puro; pois Deus julgará os imorais e os adúlteros.” (Hebreus 13.4)

“Estas se prostituíram no Egito: prostituíram-se na sua mocidade; ali foram apertados os seus peitos e apalpados os seios da sua virgindade.” (Ezequiel 23.3)

A mulher que não era mais virgem no Velho Testamento não tinha valor:

“Agora, pois, matai, dentre as crianças, todas as do sexo masculino; e matai toda mulher que coabitou com algum homem, deitando-se com ele. Porém todas as meninas, e as jovens que não coabitaram com homem algum, deitando-se com ele, deixai-as viver para vós outros.” [Números 31.17-18]

“Isto é o que haveis de fazer: a todo homem e a toda mulher que se houver deitado com homem destruireis.” [Juízes 21.11]

E para os rapazes, como prova de que a Bíblia condena a masturbação, os líderes religiosos citam o caso de Onã em Gênesis:

“Sabia, porém, Onã que o filho não seria tido por seu; e todas as vezes que possuía a mulher de seu irmão deixava o sêmen cair na terra, para não dar descendência a seu irmão. Isso, porém, que fazia, era mau perante o Senhor, pelo que também a este fez morrer.” (Gênesis 38.9-10)

Apenas lembrando que o termo ONANISMO no dicionário significa:

s.m. Na Bíblia, coito interrompido para evitar a fecundação.
Busca solitária do prazer sexual; masturbação.

E não para por aí! O estudo ainda diz que as jovens americanas tem de quatro a cinco vezes mais probabilidade de engravidar, dar a luz ou praticar o aborto do que outras meninas provenientes de países desenvolvidos e com menos religiosidade. Os jovens americanos tem muito mais possibilidade de serem infectados pelo HIV e possuem índice de gonorreia 70 vezes maior do que entre os adolescentes da Holanda e da França. Como diria, “Roddick”: “Onde está seu deus agora?!?!?!”

Isso para não falar da genocida prática promovida pelo Vaticano, de condenar o uso de preservativos em um país onde a aids é endêmica. Ah…já sei, para o Papa a aids é a cura e o sexo é a doença…afinal ele e seus colegas de “profissão” não o praticam, né? Quer dizer…a não ser que você contabilize como sendo sexo ao invés de crime, a relaçãocom inúmeras crianças violadas e destruídas em sua infância, por padres pedófilos, cuja única punição, foi a de serem transferidos de paróquia.

Sério que você honestamente acredita que a política cristã de apenas pregar a abstinência por questões morais não é a grande responsável por esses “crimes”?

O crase sanguínea da questão é que o “cristão” em sua conhecida arrogância iletrada, não está preocupado com o sofrimento humano e sim com o sexo. Ele foi doutrinado para ver virtude em qualquer sofrimento e condenação em qualquer prazer.

Entenda você evangélico, que apenas pregar a abstinência sem educação sexual clara, explícita e apropriada,é o mesmo que condenar milhares de pessoas a morrer de aids, câncer e sofrerem com outro sem número de doenças sexualmente transmissíveis. Saiba disso, quando disser aos seus filhos que não façam sexo apenas porque é pecado e que isso é já suficiente.

Sendo assim, aceitem o fato de que o mundo mudou e que conservar tradições e preceitos morais do século I, não resolve nada. Afinal, se a questão é só moral, não é nada que água e sabão não lave, não é mesmo? Mas acho que seria demais exigir que a cabecinha da maioria dos religiosos entendesse isso, não?

Alguém por aí já disse que “sexo é como pizza…mesmo quando é ruim, é bom”. Não concordo bem com isso, mas também não desfruto da opinião de que ele precise necessariamente ser acompanhado de objetivo reprodutivo ou sequer amor. O que é preciso é responsabilidade, consentimento e, ser for possível pedir…um pouco de  competência.

Então você evangélico “borracha fraca”, que reclama do seu casamento e de que sua esposa anda dormindo de calça de jeans e, por isso, entrega o sucesso de seu casamento “nas mãos de deus”, vai um conselho: que tal pegar sua mulher de jeito hoje à noite? E você mulher de deus, que marcou uma audiência com seu pastor, porque acredita que – me esculpem o trocadilho – o seu varão, está rateando, que tal fazê-lo lembrar de que, como dizia Drummond, “o melhor movimento das mulheres não é o feminismo, mas sim o das cadeiras”.

Mas façam isso sem culpa. Sem achar que se tentarem isso ou aquilo vão para o inferno. Sem achar que anjos ou passarinhos amarelos vão aparecer no momento do orgasmo. Sem conto de fadas ou obrigação de dormir de conchinha depois. Façam apenas pois é a melhor coisa que já apareceu na face da terra. Façam porque é saudável, porque melhora a pele e o humor.

E para quem entende que isso que escrevi é uma imoralidade e que tal assunto é tabu, é proibido, e por isso deve ser tratado apenas na sala do “pastô” ou no confessionário, saibam desde já que não é culpa minha…foi o diabo que me fez fazer…

Humberto P. Charles & Andrea Foltz

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