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Archive for the ‘Dossiê: segredos dos políticos americanos e brasileiros. (Parte I)’ Category

painel-politicos

Esta é a terceira denúncia que faço no meu blog sobre a influência religiosa fundamentalista do sistema político brasileiro sob total influência dos EUA – mesmo que se apresente de forma indireta – pois tanto senadores como deputados estão buscando inspiração nos políticos religiosos estadunidenses que há décadas já dominam o sistema político imundo de seu país.

A verdade é que sempre houve uma conspiração dos EUA para manter em segredo tanto os casos amorosos de seus representantes políticos heterossexuais como também o máximo de políticos homossexuais no armário, porém desde as eleições de 2010 que a Câmara foi definitivamente tomada pelos republicanos e com isso o fundamentalismo religioso ganhou mais força focando apenas o combate nos políticos gays e ignorando os fornicadores heteros. Mas os poucos políticos homossexuais que revelam sua orientação são os que fazem a denúncia de tal conspiração.

Os parlamentares homossexuais deveriam proteger seus semelhantes, mas na verdade se sujeitam ao sistema político machista e anti-gay dos EUA e passam a trabalharem contra uma comunidade que espera que eles a representem.

david-catania

Já era do nosso conhecimento a existência de uma rede secreta em Washington intitulada de “homens de Cristo” composta pelos os Senadores Don Nickles (Oklahoma), Charles Grassley (Iowa), Pete Domenici (Novo México), John Ensign (Nevada), James Inhofe (Oklahoma), Bill Nelson (Florida) e Bill Nelson (Florida); assim como os respectivos Jim DeMint (Carolina do Sul), Frank Wolf (Virgínia.), Joseph Pitts (Pensilvânia), Zach Wamp (Tennessee) e Bart Stupak (Michigan) a qual seu papel resume-se em encobrir os casos extraconjugais de seus membros, mantendo assim a estabilidade política deles. Agora sabemos que os “homens de Cristo” também trabalham para que ajam apenas casos extraconjugais heterossexuais no capitólio. É a ditadura religiosa fundamentalista e heteronormativista dando as cartas no parlamento estadunidense.

Porém o FBI formou uma equipe especial para investigar políticos homossexuais americanos envolvidos em denúncias de práticas sexuais com garotos de programa e foi aí que o quebra-cabeça foi sendo montado.

Em novembro de 1955, The Idaho Evening Statesman (O Estadista de Idaho) noticiava um escândalo sexual gay envolvendo supostos menores de idade e gente poderosa em Boise – capital de Idaho. Uma das manchetes dizia “Esmaguem o monstro”, onde esse monstro seria a homossexualidade. Craig tinha 10 anos quando O Estadista de Idaho publicou a matéria, e assim cresceu sob a cultura homofóbica americana de que a homossexualidade era uma perversão.

Larry Craig

Em 06 de outubro de 2006, oito meses antes da prisão de Craig em Minneapolis, um ativista gay chamado Michael Rogers escreveu em seu blog que ele teria entrevistado vários homens que afirmaram categoricamente ter feito sexo com o Senador Larry Craig. Ele conheceu um desses rapazes que transou com o Senador num banheiro da Union Station. Apesar de não enxergar-se o “fogo” propriamente dito, já se via indícios de “fumaça” sobre a cabeça de Craig.

Outro que contribuiu para a queda de Craig foi David Phillips. Homossexual declarado, Phillips costumava frequentar nos anos 80 um estabelecimento de entretenimento para gays chamado The Follies (Os Birutas) e foi ali que encontrou Larry Craig.

“Ele começou a me notar. E ai ele disse: “vamos a outro lugar?”. E eu fui seguindo ele até em sua casa em Capitol Hill – um dos bairros residenciais mais antigos de Washington – DC. “Tinha fotos de família por todo lugar e um cartão endereçado a Suzanne Craig. E de repente começamos a fazer sexo oral um no outro. E daí ele quis transar comigo. Assim que ele gozou, tudo o que ele queria é que eu fosse embora dali. Ele me agarrou pelo ombro e me disse muito rispidamente: “Lembre-se, você nunca me viu. Nunca esteve aqui”. Então procurou em seu bolso, e tirou uma nota de 20 dólares e enfiou ela no bolso de trás com um dedo e completou: “Só pra lembrar, eu posso comprar e vender seu rabo mil vezes” – concluiu Phillips em seu relato.

Mas foi no dia 11 de junho de 2007 que o FBI conseguiu por as mãos no senador republicano Larry Craig, considerado um dos mais poderosos nos comitês do Senado e ferrenho defensor dos valores sólidos da família.

Policial: “Você tem o direito de ficar calado. Tudo o que disser será usado contra você perante a Justiça. Você entendeu cada um desses direitos que eu te expliquei”?

Senador Craig: “Entendi”!

Policial: “Quer falar conosco agora”?

Senador Craig: “Quero”!

Policial: “Vamos do começo. Você foi ao banheiro”.

Senador Craig: “Fui ao banheiro, entrei num cubículo, me sentei. Seu pé veio até o meu, o meu foi até o seu. Isso foi natural? Não sei. Nós nos chocamos? Sim. Em seguida eu me lembro debaixo da divisória do banheiro apareceu um cartão que dizia “Polícia”.

Policial: “E a sua mão”?

Senador Craig: “O que tem a minha mão”?

Policial: “Eu pude ver uma aliança dourada. Eu pude ver aquilo. Já obteve sucesso aqui nestes banheiros antes”?

Senador Craig: “Não, claro que não! Eu não procuro atividades em banheiros”.

Policial: “Você não está sendo sincero comigo. Estou meio desapontado com você, Senador. Agora estou mesmo desapontado. Senhor, todos os dias lidamos com pessoas que mentem para nós”.

Senador Craig: “Cavalheiros, eu também”.

Policial: “Tenho certeza que sim. Nunca tive que prender ninguém porque todos são sinceros comigo”.

Senador Craig: “Eu não quero ser preso…”

Policial: “Eu não vou te prender enquanto você cooperar. O povo votou em você”!

Senador Craig: “Sou uma pessoa respeitada e não faço esse tipo de…”

Policial: “Então, cadê seu respeito agora”?

Senador Craig: “Eu… eu não sou gay. Não faço esse tipo de coisa”.

Policial: “Eu vi”.

Senador Craig: “Não faço essas coisas”.

Confira o registro de votação do Senador Larry Craig de 1981 a 2009 aos projetos de leis referentes aos homossexuais:

– Benefício ao parceiro doméstico:

1992 – “Não”

1993 – “Não”

– Gays no exército:

1993 – “Não” (duas vezes)

– Casamento gay:

1996 – “Não”

2004 – “Não”

2006 – “Não”

– A não discriminação de funcionários gays:

1990 – “Não”

1996 – “Não”

2001 – “Não”

– Proteção às vítimas por crimes de ódio:

2000 – “Não”

2001 – “Não”

2007 – “Não”

– Suporte a portadores de HIV/AIDS:

1990 – “Não”

1991 – “Não”

1992 – “Não”

1993 – “Não”

1995 – “Não”

2001 – “Não”

2007 – “Não”

ed-schrock

Ed Schrock foi deputado do Estado da Virgínia de 2001 a 2004. Foi co-patrocinador de um projeto de lei para coibir o casamento gay, mas desistiu de sua a reeleição depois de ter sido pego usando um serviço interativo por telefone de “pegação”. O blogueiro Michael Rogers obteve gravações telefônicas onde o deputado se oferecia para sexo gratuito e sem compromisso:

“Eu peso 91 kg, tenho 1,95 m, olhos cor de avelã, loiro, musculoso, asseado e bem bronzeado. Gostaria de me encontrar com um cara ocasionalmente só para brincar. Gostaria que ele estivesse em boa forma, de barriga sarada, peito gostoso, bem dotado e circuncidado. Apenas fique nu, brinque e veremos o que acontece. Sem compromissos, “chapa quente”, apenas diversão. Posso fazer sexo oral nele e ele em mim. Aguardo contato”.

Confira o arquivo de votos de Ed Schrock (2001-2004):

Parceira doméstica:

2002 – “Não”

Casamento gay:

2004 – “Não”

Proteção contra crime de ódio:

2004 – “Não”

Registro de votos de direitos vitalícios para gays: 0%

charlie-crist

Charlie Crist, um conservador de 50 anos, advogado Geral do Estado, solteiro, sem filhos e residência fixa; num debate Governamental na Flórida em 30 de outubro de 2006 professou: “Eu acredito que o casamento é uma relação sagrada entre um homem e uma mulher. Sempre achei isso e continuo a acreditar nisso agora. Casamento é um relacionamento como meus pais tiveram… como eu tive antes de me divorciar. É uma dessas instituições únicas não apenas na América, mas por todo o mundo; onde um homem e uma mulher se comprometem um com o outro”.

Mas foi durante a campanha que seu adversário Max Linn apresentou novas publicações em que Crist lhe contou por duas vezes que era gay.

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Bob Norman, jornalista alternativo do New York Times foi contactado por e-mail por uma de suas fontes revelando que esteve num jantar festivo em uma mansão multimilionária em Fort Lauderdale com um jovem republicano chamado Jason Wetherington, funcionário de Katherine Harris. Foi lá que Wetherington disse-lhe que tinha conhecido Charlie Crist e que teve relação sexual com ele.

Noutra ligação, Norman conversou com outro amigo de Jason Wetherington que participou de um jantar oferecido pelo próprio Jason em sua casa e lá presenciou o relacionamento amoroso entre ele e Crist.

Outra fonte que revelou as façanhas amorosas de Charlie Crist foi Dee Dee Hall, namorada de um piloto veterano Republicano chamado Jay Vass. A jovem revelou que um homem chamado Bruce Jordan confessou para ela que estava num relacionamento homoafetivo com o então candidato a governador – Crist.

Crist casou-se com Amanda Morrow em 1979 e seis meses depois se divorciaram. Atualmente ele vive com uma parceira Mildred Harrison em seu “armário”.

Ronald Reagan foi eleito em 1980 à Presidência dos EUA pelo Comitê Nacional Conservador de Ação Política o qual tinha por presidente o ativista político Terry Dolan, que nos finais de semana dançava Flamingo em Nova York, mas durante o dia sustentava os maiores homofóbicos reacionários estadunidenses. Dolan arrecadava milhões contra a causa gay nos EUA – afirmou Rodger McFarlane, diretor executivo da Crise de Saúde dos Homens Gays.

Larry Kramer – Fundador da AIDS Coalition to Unleash Power – ao participar de um coquetel em Washington jogou uma bebida na face de Terry Dolan e ainda questionou: “Como você pode vir a uma festa para gays depois de estar fazendo isso conosco”?

Ainda de acordo com McFarlane, Richard Krause, o cabeça do Instituto Nacional de Saúde – responsável por todas as doenças infecciosas no tempo do advento da AIDS – “não fez nada que fosse necessário e em prol da causa porque ele tinha receio de passar toda sua carreira tentando não ser identificado conosco. Todo mundo sabe que Richard é gay. Ele tem fotos de namorados em casa. Portanto, aquele armário pode matar outras pessoas e tem matado. Antes da AIDS nós nos preocupávamos com nossa privacidade. Depois da AIDS, aquilo era conspiração com genocídio; permanecendo silencioso, invisível… Particularmente a funcionários públicos eleitos ou nomeados, cuja responsabilidade é responder a essa crise de saúde pública e não o fizeram porque são gays que vivem no armário”.

Ed Koch – Prefeito de Nova York (1978 – 1989) não levantou uma mão sequer para ajudar os homossexuais estadunidenses. Ele não fez nada que fosse necessário para a causa – queixou-se McFarlane.

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Larry Kramer lastimava-se de que a Organização de São Francisco pela AIDS conseguia muito dinheiro de seus prefeitos e eles não conseguiam nada com Ed Coch. “Todos nós sabíamos que ele era gay” – concluiu Kramer.

Revelando mais sobre Ed Coch, o repórter investigativo Wayne Barrett disse que o prefeito “agora tem, consistentemente em sua vida pública se recusado a responder questões sobre sua sexualidade. Mas todos sabiam que Cock teve um amante chamado Richard Nathan”.

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David Rothenberg e Richard Nathan estavam saindo de um dos jantares comunitários que Ed Coch dava em seu apartamento no Village quando David ouviu Coch pedir que Richard ficasse. Mas foi ao atravessarem o Washington Square Park que David perguntou: “o que foi aquilo? Você e o congressista”?

Ao confirmar o seu relacionamento com Coch, Richard foi questionado por David sobre o porquê de um relacionamento com um homem velho e não atraente. Sua resposta foi que era “um verdadeiro afrodisíaco quando recebia um telefonema de um congressista dizendo que estava chegando e chamando para jantar à noite”.

Já na comemoração de sua vitória, Ed Coch deu uma festa em particular em que se deixou fotografar chegando acompanhado pela ex-miss judia Bess Myerson a qual agarrava seu dedo mindinho. Foi quando Richard Nathan deu-se conta de que tinha que deixar a cidade.

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Segundo Rodger McFarlane, Nathan foi ameaçado física e financeiramente. Estava assustado e no meio da madrugada partiu.

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Outro congressista que foi desmascarado chama-se Jim McCrery de Louisiana. Enquanto sua esposa se exibia num vídeo em sua campanha declarando que seu marido era um bom marido, um bom pai e a pessoa ideal para o Congresso americano; o ateu não declarado e gay enrustido prosseguia com suas aventuras sexuais às ocultas.

Jim chegou a usar a Casa da Fraternidade como seu bar gay. Lá ele encontrava jovens que correspondiam a suas investidas sexuais. Costumava entrar nos quartos durante a noite para transar com os colegas.

Gary Cathey conheceu McCrery no outono de 1975 na Casa da Fraternidade Sigma Nu e no verão seguinte nas férias escolares começou um romance com ele.

“Ele foi minha primeira experiência sexual” – afirmou Gary Cathey.

Confira o arquivo de votos de Jim McCrery (1988 – 2009):

Suporte ao portador do HIV/AIDS:

1993, 1998 e 2000 – “Não”

Gays no Serviço Militar:

1993 – “Não”

Adoção por gays:

1998 e 1999 – “Não”

Proteção por crime de ódio:

2000, 2005 e 2007 – “Não”

Casamento gay:

1996, 2004 e 2006 – “Não”

Direitos vitalícios dos gays: 28%

David Dreier – ex-presidente do Comitê de Normas – é um gay enrustido, segundo as declarações dos jornalistas Steven Clemons e Marc Croner. Mas foi o blogueiro Michael Rogers que descobriu a identidade do namorado de Dreier o qual era o chefe de sua equipe, Brad Smith. E como Rogers descobriu? Ele foi até o Capitol Hill e copiou todo o registro de viagens de David Dreier e Brad Smith. Os registros de ambos eram de datas diferentes, porém com apenas um dia de diferença para todas as viagens. Brad viajou com seu amante secreto ao redor do mundo embarcando sempre um dia antes ou um dia depois dele.

O radialista Michelangelo Signorile recebeu em seu programa de rádio a Dreier durante a Convenção Republicana e foi direto na sua pergunta: “Tem havido muitos rumores de que o senhor é gay, e o povo acha isso um tanto hipócrita de sua parte não falar alto a favor do casamento gay”.

Dreier simplesmente negou-se a falar sobre o assunto.

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Aqui está o histórico de votação de David Dreier (1981 a 2009):

Não discriminação de funcionários:

1990 e 2007 – “Não”

Gays no exército:

1993 (duas vezes) – “Não”

Benefício ao parceiro doméstico:

1992, 1993, 1995 e 1998 – “Não”

Casamento gay:

1996 (três vezes) e 2004 – “Não”

Suporte a portadores de HIV/AIDS:

1990 (quatro vezes), 1991, 1993, 1995, 1996, 1998, 1999 e 2008 – “Não”

Registro de votos de direitos vitalícios para gays: 16%.

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Por Andrea Foltz

Para ler a segunda parte deste dossiê, [Clique aqui!]

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